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Mercado imobiliário  |  27/04/2010 09h19min

Pouca oferta faz os preços de aluguel em Florianópolis subirem 15%

Aumento afeta bairros como Centro e Trindade, na Capital, e Kobrasol e Campinas, em São José

Enquanto a nova lei do inquilinato, que completou 90 dias ontem, não surte o efeito esperado, o setor imobiliário sofre com a falta de unidades para locação. E o resultado de procura maior do que oferta é tão conhecido quanto desagradável: alta de preço. O aluguel subiu, em média, 15% na Grande Florianópolis.

Segundo Leandro Ibagy, diretor da Imobiliária Ibagy, especializada em aluguel, no ano passado foram sete meses com deflação do IGP-M, índice mais utilizado para regular o reajuste dos contratos de locação.

– Apesar de todos respeitarem os contratos, a deflação não é a realidade de mercado. Assim, na medida em que os aluguéis foram renegociados, o índice médio de revisão chegou a um aumento de 15% – explica.

A cada três anos, os contratos de aluguel são revistos pelos donos dos imóveis. Para renegociar, são utilizados como parâmetros os preços praticados no mercado, consideradas peculiaridades como o bairro e o perfil de cada imóvel (quantos quartos, se oferece garagem, se o prédio é novo, o valor do IPTU e do condomínio etc).

Bairros como Trindade, Agronômica, Centro e Coqueiros, em Florianópolis, e Kobrasol e Campinas, em São José, são os mais procurados e onde a oferta é mais escassa, portanto, tiveram aumentos maiores nos preços.

– A lei do inquilinato oferece mais tranquilidade aos proprietários, mas demora para surtir efeito, porque é preciso que os investidores comprem novos apartamentos e esperem as obras terminarem – diz Ibagy.

Com a proteção da lei e uma rentabilidade média em torno de 0,5% ao mês sobre o valor do imóvel residencial, o aluguel é um bom investimento. A caderneta de poupança rende 0,5% ao mês, enquanto imóveis têm valorização de 8% a 12% ao ano.

– É mais vantajoso investir no aluguel agora que a lei dá garantias aos proprietários – avalia ele.

Bairros do Continente seguem atrativos
A gerente de aluguéis da Brognoli Negócios Imobiliários, Sandra Rodrigues, explica que o setor também enfrenta sazonalidade e os meses de janeiro, fevereiro, julho e agosto são os que mais têm procura por aluguel.

– São períodos de férias escolares ou início de semestre universitário. Mas há lugares que são mais procurados por outros motivos. É o caso de Palhoça, onde os aluguéis subiram acima da média.

Sandra também identifica uma tendência de maior procura por apartamentos nos bairros do Continente, porque, em geral, têm preços de 15% a 20% mais baixos.

Apartamentos de dois ou três quartos estão entre os mais procurados. Num bairro como Coqueiros, um apartamento de dois quartos custa de R$ 800 a R$ 1 mil. No Centro, o mesmo modelo fica entre R$ 900 e R$ 1,2 mil. Na Trindade, a média é R$ 1 mil.

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SIMONE KAFRUNI  -  Diário Catarinense