Arquitetura e decoração | 20/09/2010 07h10min
Na Semana Farroupilha, todos os gaúchos querem mostrar o orgulho de nascer no Rio Grande do Sul. Para aqueles que pretendem mostrar isso o ano todo, o Pense Imóveis procurou algumas dicas para criar um ambiente rústico com toque tradicionalista. É uma maneira de homenagear o Estado todos os dias e para todas as visitas.

A arquiteta e decoradora Nathalia Schneider, do Studio MA3, explica como combinar os objetos para que a casa lembre um pouco o Acampamento Farroupilha do Parque Harmonia, em Porto Alegre. “É tendência na decoração de interiores criar lugares contemporâneos com peças rústicas”, disse.

Mesas com gavetas são características de antigas fazendas. O uso delas em uma sala de jantar ajuda a criar o clima do campo na casa. A peça pode ser encontrada no Espaço House & Garden.

Cristaleiras também são peças clássicas das antigas fazendas. Portanto, combinam com o ambiente da família gaudéria.

Esse armário é feito a partir de uma antiga baia de cavalo. Pode ser usado na sala ou no canto da churrasqueira.

Ao apostar em aparadores rústicos, a família corre poucos riscos. Os puxadores desse modelo são feitos de ferro e lembram o antigo trabalho nas estâncias.

Em outro modelo, o aparador é feito direto do tronco. “Tem sido mais em conta comprar móveis de madeira de demolição para ambientes rústicos”, comenta a arquiteta.


Nathália lembra que tapetes geralmente são usados perto de sofá ou de cama. Esses, de couro, são ideais para salas rústicas. O menor poderia ser usado em uma sacada fechada, por exemplo.

Já o pelego, peça clássica nos piquetes gaúchos, também pode ser usado sobre uma cadeira, confortável para a hora do chimarrão.

A peça, chamada de minipadaria, pode ficar perto da churrasqueira guardando os temperos e pequenos objetos utilizados pelo assador.
“A decoração rústica fica melhor se pensada em um ambiente pequeno. A família não pode esquecer que quer algo rústico, mas em uma vida moderna. O ideal é combinar móveis escuros com objetos claros”, orienta a arquiteta.

Mas o toque tradicionalista mesmo vai ser dado com artigos encontrados em lojas especializadas, como o Bolicho Gaudério. Para começar, o amor pelo Rio Grande pode aparecer direto na tábua para servir a carne, no formato do mapa do Estado.

Para a cozinha, porongos decorados fazem o papel de porta-erva de chimarrão ou outros ingredientes secos.

As facas também são companheiras inseparáveis dos gaúchos no piquete. Então, é justo que recebam destaque na casa de um deles. Na decoração, vão penduradas na parede, perto ou em cima da churrasqueira.

Se a família não quer usar as facas, uma opção é usar um relógio como esse no mesmo lugar. Para aqueles que querem declarar mesmo seu amor pelo Estado, a peça também pode ser exposta na sala, desde que o ambiente não esteja carregado de artigos de madeira escura.

Fechando o canto do churrasco, outros que merecem destaque são os espetos, indispensáveis para o preparo da carne. Um tronco de madeira é mais despreocupado e remete à vida no campo.

Já esse modelo deixa o ambiente mais organizado, cuidando dos detalhes, sem descaracterizar o tema gaudério.

Como os gaúchos gostam de uma disputa, depois do churrasco, o anfitrião pode convidar os amigos para uma partida de jogo de dama nesse tabuleiro de couro. É para não esquecer as origens nem na hora de descansar.
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