Arquitetura e decoração | 02/06/2011 07h11min
Aline de Goés e Vitor Zimmermann, 27 e 28 anos, estão desde dezembro em sua casa própria, um apartamento de dois quartos que compraram no bairro Abraão, em Florianópolis. Na hora de mobiliar e decorar, eles decidiram fazer, à mão, algumas peças da casa. Segundo a técnica em gestão educacional, foi uma questão de economia, mas muito mais uma opção de personalização. E a ideia deu mais certo do que eles imaginavam. Ela e o músico já têm o escritório todo pronto, um pedaço do quarto e um pedaço da sala.

"Fizemos o escritório primeiro para podermos trabalhar em casa e organizar materiais de estudo, além de poder ter um canto para as visitas", conta Aline. Ela diz que os dois adoram receber pessoas, o que não era muito viável antes, pois ambos dividiam apartamento com amigos.

Na sala, o sofá também vira cama de casal. O modelo do móvel foi inspirado em uma matéria da internet, de onde, aliás, vieram muitas idéias. "Fiz até um curso online de como organizar a decoração", recorda, completando que "revistas como a do Pense Imóveis ajudam quem está planejando e não sabe como fazer", pois mostram como fazer coisas fáceis e sugestões para serem adaptadas. No caso de Aline, ela era responsável por pesquisar as informações e depois mostrar para Vitor, que dava a opinião até os dois chegarem a um consenso.

"A gente sempre gostou de coisas rústicas, então sabia que estilo queria, e aos poucos isso foi tomando forma", conta Aline. O músico nunca tinha lidado com marcenaria, mas como seus pais têm uma madeireira, quis experimentar. Se não desse certo, as peças simplesmente não iam entrar na casa nova. E no fim? "Ficou muito melhor do que eu esperava", exclama a técnica em gestão educacional.


A primeira obra de Vitor foi a cama de casal, que representou "uma economia boa com o box", comenta Aline.

Em seguida veio a mesa do escritório e, depois, a da sala, com cavaletes - outra grande economia. "Uma mesa dessas prontas é muito cara em lojas de decoração", pontua Aline.

As prateleiras do escritório dão sequência à lista de móveis feitos à mão, e o último item a incrementar a casa foi o par o de bancos para o estar.


Mas não é só ele que põe a mão na massa. "Eu quis colaborar também", comenta. Filha de costureira, Aline sabe "o básico" da costura e resolveu se arriscar. "Forrei a cama e combinei as almofadas, e vi que era mais fácil do que eu pensava", afirma. Apesar do trabalho, a personalização também valeu à pena financeiramente: com R$ 30 ela conseguiu fazer seis almofadas, incluindo os enchimentos.

"Parece bobo, mas foi muito legal fazer coisa pra minha casa", destaca ela. A empreitada seguinte foi reformar um armário que era de Vitor. Ela encapou almofadões "muito feios" e forrou a parte interna das portas.

O estilo rústico do apartamento é complementado pelo aparador, feito com o pedal de uma máquina antiga, e pelo cabideiro, que na verdade é uma enceradeira. Esse último item tem uma história curiosa. "No dia que a gente se mudou, a vizinha do meu antigo apartamento tinha acabado de colocar fora, e eu levei. Na hora a gente nem sabia direito como usar, mas achamos que combinava, era um sinal", ri Aline.


A casa dela e de Vitor ainda não está pronta. "A gente não entrou em acordo sobre o que quer fazer na sala, temos o dinheiro guardado mas falta decidir o que comprar". A ideia é trabalhar o contraste entre o antigo e o moderno. "É legal ter um móvel rústico com uma TV de LED em cima, por exemplo", acredita ela. O televisor eles ainda não compraram, é um dos itens na lista de prioridades, que também inclui os armários planejados no quarto, por exemplo.

"O legal é que fizemos uma grande geral nas coisas, nos perguntando o que servia, o que era útil, o que realmente combinava", resume, "e entramos em acordo: um sempre tem o direito de argumentar e defender uma ideia", finaliza.
Originais, ecológicos e baratos
Transformar algo que era feio em uma peça bonita, ou reutilizar materiais em bom estado que seriam jogados fora estão entre os estímulos dos estudantes Leornado Silva Alves e Natasha Franke, ambos de 22 anos, na hora de fazer alguns dos itens de decoração do apartamento de dois quartos onde moram há onze meses. O imóvel, no bairro Córrego Grande, em Florianópolis, é do pai da graduanda em Geografia, e foi comprado para que ela e o irmão - que só começa a aula em agosto - morassem perto da universidade.

Para que a mais velha e o namorado pudessem habitar o apartamento, o pai-sogro mandou fazer os armários da suíte e da cozinha, e comprou uma cama para os pombinhos. A máquina de lavar, o fogão e a televisão Natasha já tinha do apartamento em que morava antes. Foi naquela época em que os dois começaram a viver juntos. "Não levei nada em termos de decoração e móveis", lembra Leonardo. Já na nova casa, ele contribuiu com a mesa e a cadeira do computador, que compõe o canto da sala, e uma poltrona, também para o estar.

Além do que um e outro trouxe, o casal criou algumas das peças de mobília. A mesa de jantar, por exemplo, foi lixada e pintada pelos dois. "Mesas com preço acessível eram muito frágeis, e numa loja de móveis usados achamos essa, que estava detonada mas era boa, então optamos por ficar com ela e colocar a mão na massa", conta ele. Além da nova cor, a peça ganhou um toque da personalidade também com a toalha. Eles compraram uma canga de praia com uma estampa que agradava a ambos e cobriram o tecido com uma lâmina de plástico, que funciona como toalha.

Além da mesa, todo o cantinho de Nina, a gatinha que o casal adotou junto, foi feito por eles. O arranhador tem projeto do estudante de Design, com detalhes adaptados por sugestão da namorada. As bases são tábuas do antigo armário dos pais de Leonardo, e a haste central é de bambu revestido com cisal.

As bases foram forradas com tecido peluciado, para o conforto da gata, e Natasha fez uma almofada, que fica na parte superior, que é a "cama" do felino.

A gata também ganhou uma caixa de areia toda especial. Tábuas do mesmo armário antigo foram usadas para fazer uma cabine reservada para Nina. "Na gaveta de cima fica a comida, e na de baixo cabe a caixa de areia de plástico, que é só tirar, limpar e colocar de volta ", explica Leonardo.

Para eles, fazer as peças não foi só uma questão de economia. "A gente gosta das coisas bem do nosso jeito, mesmo que seja fazendo aos pouquinhos", conta ele.

Na sala, eles penduraram um tecido que já fazia parte da decoração do quarto de Natasha na antiga casa. Leonardo achou bonito e o "quadro" ganhou destaque no novo lar.

Da parte de Leonardo, as paredes ganharam um quadro do cantor Bob Marley, de quem o futuro designer é fã. "Quando vi, adorei, e o preço estava bom, como ela gostou também, compramos", lembra. Para o casal de estudantes, o principal na hora de decorar é que os dois gostem do que está sendo colocado dentro da casa. "Seja o que a gente faz ou o que a gente compra, tem que ter a cara de ambos", conclui.
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essa matéria me ajudou muito com idéias pra minha casa nova. ponto pro pessoal do Pense Imóveis ;) valeu!