Mercado imobiliário | 26/06/2012 11h02min
As mudanças sociais que ocorreram nos últimos anos não têm reflexos só no modo de vida das famílias, mas na forma como o mercado imobiliário se movimenta para atender a novas demandas que surgem. Um bom exemplo disso é a tendência das construções que resgatam uma cultura difundida em Nova Iorque, na década de 60: os lofts, antigos depósitos, galpões ou armazéns abandonados que eram invadidos e transformados em moradia e espaço de trabalho, especialmente de artistas.
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Decoração dos arquitetos de interiores Graziella Yllana Hecher e Rodolfo de Couto Hecher para um dos lofts do Amélia Teles, 315
Segundo a arquiteta Cristiana Brodt Bersano, esses ambientes se caracterizam especialmente pelo espaço integrado, pé direito duplo com mezanino, tubulações aparentes, ocupação sob telhados e coberturas inclinadas etc. Ou seja, a ideia era preservar a atmosfera industrial, “crua”.
No Brasil, as empreendedoras estão investindo em “apartamento loftados”, com algumas características originais. Cristiana aponta: “A grande maioria adaptou apenas o quesito de espaços integrados, sem paredes. Nem sempre há dois pavimentos com mezanino ou tubulações aparentes.”
Em Porto Alegre, o Amélia Teles 315, da smart!, busca resgatar a proposta inicial desses imóveis. Márcio Carvalho, sócio da incorporadora, explica: “O loft surgiu como febre imobiliária no Brasil no final dos anos 90, porém, houve uma gradual deturpação do conceito. Os brasileiros eram versões glamurizadas dos antigos kitchenets”.
Projeto do living do Loft Park, da Ideon Incorporadora, com previsão de entrega em dezembro de 2012
Assim, os projetos da smart! têm a intenção de proporcionar a vida em um “apartamento que se adapte à personalidade do proprietário, e não o contrário. É poder viver, ao mesmo tempo, os diferentes traços da nossa personalidade”, defende o arquiteto Ricardo Ruschel, outro dos sócios da construtora.
Aceitação junto ao público jovem
A explicação para a procura desse conceito de imóvel é uníssona entre as construtoras: “A demanda por este tipo de imóvel tem crescido cada vez mais e o mercado já percebeu que é um nicho rentável e que ainda há muito para explorar. O aumento dessa procura por imóveis sem divisórias ou apenas com um dormitório é um reflexo das mudanças na família brasileira. Os jovens estão casando e tendo filhos mais tarde, mas não deixaram de investir no sonho da casa própria”, justifica o diretor regional da Rossi, Gustavo Kosnitzer.
Fachada do Rossi Fiateci, composto por três torres residenciais e uma comercial, somando 432 unidades de lofts e apartamentos de dois e três dormitórios
A construtora tem pelo menos três empreendimentos no Estado que incluem apartamentos nesse estilo, inclusive o Rossi Fiateci. Kosnitzer ainda conta que há uma procura crescente de casais maduros, cujos filhos já se mudaram e deixaram a residência grande demais para apenas duas pessoas.
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Respeitosamente, o emprego de ?loft? em POA está distorcido porque força a barra com um imóvel de qualidade inferior por preço igual ou maior. Ao invés de renovarem espaços antigos, indo de encontro ao puro conceito de "loft", criam espaços novos que são em essência uma obra mal acabada. Por example,"espaço integrado" significa falta de paredes, e "tubulação aparente" significa falta de acabamento. Ademais, pé direito duplo não ocorre, somente com preço Premium. PS: Construtoras, por favor parem de dar nomes ?americanóides? para os empreendimentos.
Realmente está muito na tendência. Comprei um apartamento que é um AR-RA-SO... humm... um loft de 40 metros quadrados... (...) Só vendo pra acredita!