Entenda a composição de preços do seguro residencial

Quanto maior a franquia, menor o valor do pagamento anual

"O seguro residencial é barato e fácil de fazer", afirma Celso Marini, presidente do Sindicato dos Corretores de Seguros do Rio Grande do Sul (Sincor-RS). Fácil, segundo ele, porque quem cuida dos detalhes é o corretor. No entanto, é importante entender como funciona a composição de valores e alguns aspectos burocráticos na contratação da cobertura.

Valor da apólice
O maior valor pago pelo seguro residencial é o da cobertura contra incêndio. A cifra é calculada a partir do "dano máximo provável", explica Ivan Barth, proprietário da Barth Seguros, em Porto Alegre. O que isso significa? Que se tudo em sua casa virar pó, a apólice deve ser suficiente para reconstruir e adquirir tudo de novo, como era antes.

"É importante ressaltar que o objetivo do seguro é repor o bem no estado em que ele se encontrava antes do sinistro", diz Barth. Por isso, a propriedade será avaliada de acordo com o custo necessário para construí-la novamente, e não de acordo com o preço de mercado. O mesmo acontece com os móveis: uma TV velha não será segurada pelo preço de um aparelho novo, pois a intenção não é renovar os utensílios, e sim poder tê-los da forma como se tinha antes do sinistro.

Franquia
A franquia do seguro residencial corresponde ao valor pago pelo cliente, e que será complementado pela seguradora, em caso de sinistro. Na simulação feita por Barth, a franquia de danos elétricos, por exemplo, era de 10% o valor dos prejuízos indenizáveis - em alguns casos, o percentual pode chegar a 20% -, com cifra mínima de R$ 300. Assim, se o cliente segurou uma televisão velha, e deseja comprar uma nova, com tela fina de muitas polegadas, de R$ 4 mil, terá de pagar R$ 400.

Além disso, Barth lembra que caso o cliente opte por receber o seguro em dinheiro, o valor é menor do que se escolher comprar o item que tinha e que foi destruído no sinistro - "porque o objetivo é repor aquele bem", reforça.

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Cobertura
O valor de cada cobertura acessória vai depender do valor da cobertura contra incêndios, explica Adalina Marques, da Auxiliadora Seguros, em Porto Alegre. E a cifra não pode ultrapassar 20% do pacote básico. Um apartamento de dois quartos, por exemplo, com seguro contra fogo de R$ 90 mil, não poderá ter nenhuma cobertura mais alta do que R$ 18 mil. E se o cliente achar que precisa de um valor maior? "Aí é necessário aumentar o valor da cobertura contra incêndio", diz Adalina, "mas o corretor vai saber mensurar isso de forma mais precisa que o proprietário", continua.

O corretor
"O seguro hoje é modular", afirma Barth, referindo-se à possibilidade de adicionar coberturas acessórias ao pacote básico de acordo com a necessidade do cliente. E como saber qual a sua necessidade? O conselho é procurar um corretor. E não é uma questão de puxar a brasa para a própria sardinha: por lei, seguros precisam ser vendidos por corretores, devidamente identificados com a carteira da Superintendência de Seguros Privados (Susep), que registra os profissionais com a formação necessária, explica Marini.

Após vistoriar o imóvel e avaliar o valor do conteúdo que abriga, o corretor sugere uma lista de coberturas acessórias que identifica como sendo válidas para o cliente. "O contratante deve analisar três aspectos: quais as coberturas, quanto custam e quais as franquias cobradas em cada uma", resume Barth.

Marini acrescenta que o corretor é o responsável pelos detalhes da contratação da apólice, e que é ele quem encaminha os documentos em caso de sinistro - a legislação dá 30 dias corridos para a seguradora efetuar o pagamento. Além disso, continua, é um profissional de confiança do cliente e que está à disposição se um acidente acontecer.

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Preços
As coberturas podem variar de acordo com o tipo de imóvel e com sua localidade, quando isso influencia no risco de ocorrer um sinistro. Por exemplo, o seguro contra roubo é mais barato para apartamentos, pois se supõe que condomínios têm mais segurança que casas. Pelo mesmo motivo, a apólice da casa de madeira é mais cara que a da de alvenaria, já que aquela tem mais chances de sofrer um incêndio do que essa. O município é levado em conta em aspectos como índice de criminalidade, ocorrência de vendavais ou alagamentos, entre outros. "Se o imóvel é novo ou tem 30 anos de construção não faz diferença", completa Adalina.

O Pense Imóveis fez duas simulações de seguro para apartamento, com valores de cobertura básica diferentes, em duas empresas distintas.

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