Proteja seu bicho de estimação do frio no inverno

Veterinários dão dicas de como evitar que seu pet sofra com as baixas temperaturas

Viroses e alergias estão entre as doenças mais frequentes dos animais de estimação nesta época do ano, explica a veterinária Carmen Cecília Peres Xavier Pinto. As reações alérgicas têm causas variadas – podem, por exemplo, ser ativadas por produtos de limpeza ou poluição atmosférica.

Cães
A estação aumenta o perigo de contrair cinomose. O médico veterinário Marcelo Fialho Mazzi afirma que essa é uma das piores doenças, com alto índice de mortalidade. Ela apresenta três fases bem delimitadas, com sintomas digestivos (diarreia e vômito), respiratórios (corrimento nasal e ocular) e nervosos (tiques nervosos, convulsões e paralisia dos membros).

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Mazzi explica que essas fases não aparecem necessariamente nessa ordem, e que algumas podem nem se manifestar. Sendo uma doença provocada por vírus, o veterinário explica que é de fácil contágio e de difícil tratamento. "O que se tem a fazer é correr para o veterinário. Caso a pessoa tenha mais de um cão, o cuidado tem que ser redobrado, porque ela pode perder todos", alerta. O diagnóstico é feito com exame sorológico e a prevenção, com vacinas importadas.

As pneumonias também são normais nesse período. O tipo conhecido por “tosse dos canis” ataca o complexo respiratório e pode ser prevenido com vacina específica. Mazzi enfatiza que é “altamente contagiosa de cão para cão e pode contaminar humanos”. Ela é transmitida pelo ar, com partículas que se dispersam com a tosse do animal.

– O cachorro tem acesso de tosse, mas essa não apresenta secreção, catarro, e chega a provocar vômito. Nos casos mais severos, o animal para de se alimentar – explica.

Gatos
Entre os vírus que atacam gatos, os que preocupam mais são FHV-I (herpes felino) e o FCV (calice felino). O primeiro é o causador da rinotraqueíte, e o segundo, responsável pela chamada calicevirosa felina. Falta de apetite, tosse e prostração são sinais clínicos apresentados pelos bichos infectados. No caso específico da rinotraqueíte, também ocorre secreção mucopurulenta no nariz e nos olhos, e respiração com a boca aberta. O tratamento à base de nebulização com soro fisiológico ajuda bastante, mas nada como prevenir em vez de remediar.

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– Deve-se oferecer sempre rações de boa qualidade, estimulando o animal a comer. Existem rações terapêuticas úmidas, que dão suporte nutricional de alta qualidade e com palatabilidade muito boa – indica Carmen.

No fundo, é tudo uma questão de imunidade. Alguns gatos ficam mais suscetíveis a infecções oportunistas e só reagirão com antibióticos. Pode-se usar o medicamento chamado Interferon no nariz, nos olhos e também na boca do animal. Esse remédio estimula a imunidade das mucosas, ajudando-o a se recuperar, ensina a veterinária. Se o problema for asma e bronquite, a solução está nos broncodilatadores e nos corticosteroides. Independentemente de qualquer coisa, mantenha a vacinação do bichano em dia.

Dicas para proteger seu amigo de quatro patas
- Os pets podem tomar banho no inverno, desde que seja usada água morna e que fiquem bem secos, conforme aconselha a veterinária Amanda Carvalho.

- Quando o banho for dado em casa, é melhor dar preferência para o período mais quente do dia – e em dias de sol mais intenso – para complementar a secagem. A frequência deve ser menor no inverno. Filhotes e animais mais velhos precisam de atenção redobrada.

- Os filhotes ainda não têm todo o sistema de defesa do organismo desenvolvido. No caso dos idosos, o organismo já não funciona tão bem.

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- Para aquecer seu bicho de estimação, se as temperaturas baixarem muito, as roupinhas normalmente resolvem. O banho de sol também ajuda a mantê-los aquecidos, explica Amanda.

- Tanto para animais que dormem fora de casa quanto para os que repousam dentro, é recomendado o uso de cobertas que possam mantê-los quentes.

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Fonte: Pioneiro
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